Por
Carlos Magno Perin Ph.D.
* PSICANÁLISE E RELIGIÃO *
Embora tenha sido qualificado
por uma faculdade teológica, não sou teólogo: sou psicanalista. Como todos nós – cristãos e não cristãos – fomos
influenciados pela doutrina de Cristo, abordaremos os aspectos psíquicos desses ensinamentos tais como o significado de pecado.
Um eminente psicanalista do Rio
de Janeiro tão bem demonstrou que os sete
pecados capitais são os responsáveis por todas as perturbações mentais. Esses pecados não estão catalogados
(listados) nem no Velho e nem no Novo Testamento, portanto não fazem parte das
Escrituras. Representam uma interpretação feita pelos cristãos - desde a Idade
Média - a partir da Bíblia como um todo e por isso fazem parte da tradição e da doutrina cristã.
Pecado
vem
do latim “pecare”, que significa “errar
o alvo”, estar desorientado, sem referenciais ou com referências
erradas nas informações que obteve.
Pecar – sob
a luz da psicanálise - é abusar, exagerar e/ou extrapolar. Os sete pecados capitais são: inveja, ira, luxúria, soberba, avareza, gula e preguiça.
Inveja não se confunde com admiração nem com o desejo de ser como alguém e não conseguir tal intento, mas se contentando com o crescimento obtido na
empreitada.
Ira não se confunde com o natural sentimento de raiva ou de indignação (sob controle).
Luxúria não se confunde com sensualidade, atração física de corpos e/ou
de mentes e dos prazeres da carne.
Soberba (orgulho demasiado) não se confunde com auto-estima, amor próprio e dignidade pessoal.
Avareza não se confunde com previdência, parcimônia ou sensatez.
Gula não se confunde com fome, apetite ou vontade de comer.
Preguiça não se confunde com necessidade de repouso, prazer em não fazer
nada, vontade de dormir, espreguiçar
e ficar em paz (de vez em quando).
Não é à toa que as sete virtudes cardiais servem de “freio psíquico” contra os pecados;
sendo representadas pela temperança, prudência, bondade, justiça, fé,
esperança e caridade.


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