sábado, 29 de novembro de 2014

PSICANALISTA-CBO nº 2515-50

PSICANALISTA
CBO nº 2515-50

CBO – Classificação Brasileira de Ocupações
2515-50 - Psicanalista
Analista (psicanálise
)

Por meio desta publicação o Ministério do Trabalho e Emprego – MTE disponibiliza à sociedade a nova Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, que vem substituir a anterior, publicada em 1994.
Desde a sua primeira edição, em 1982, a CBO sofreu alterações pontuais, sem modificações estruturais e metodológicas. A edição 2002 utiliza uma nova metodologia de classificação e faz a revisão e atualizações completas de seu conteúdo.
A CBO é o documento que reconhece, nomeia e codifica os títulos e descreve as características das ocupações do mercado de trabalho brasileiro. Sua atualização e modernização se devem às profundas mudanças ocorridas no cenário cultural, econômico e social do País nos últimos anos, implicando alterações estruturais no mercado de trabalho.
A nova versão contém as ocupações do mercado brasileiro, organizadas e descritas por famílias. Cada família constitui um conjunto de ocupações similares correspondente a um domínio de trabalho mais amplo que aquele da ocupação.
O banco de dados do novo documento está à disposição da população também em CD e para consulta pela Internet.
Uma das grandes novidades deste documento é o método utilizado no processo de descrição, que pressupõe o desenvolvimento do trabalho por meio de comitês de profissionais que atuam nas famílias, partindo-se da premissa de que a melhor descrição é aquela feita por quem exerce efetivamente cada ocupação.
Estiveram envolvidos no processo pesquisadores da Unicamp, UFMG e Fipe/USP e profissionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI. Trata-se de um trabalho desenvolvido nacionalmente, que mobilizou milhares de pessoas em vários pontos de todo o País.
A nova CBO tem uma dimensão estratégica importante, na medida em que, com a padronização de códigos e descrições, poderá ser utilizada pelos mais diversos atores sociais do mercado de trabalho. Terá relevância também para a integração das políticas públicas do Ministério do Trabalho e Emprego, sobretudo no que concerne aos programas de qualificação profissional e intermediação da mão de obra, bem como no controle de sua implementação.
2515-50 – Psicanalista – Analista (psicanálise)
Descrição sumária

Estudam, pesquisam e avaliam o desenvolvimento emocional e os processos mentais e sociais de indivíduos, grupos e instituições, com a finalidade de análise, tratamento, orientação e educação; diagnosticam e avaliam distúrbios emocionais e mentais e de adaptação social, elucidando conflitos e questões e acompanhando o(s) paciente(s) durante o processo de tratamento ou cura; investigam os fatores inconscientes do comportamento individual e grupal, tornando-os conscientes; desenvolvem pesquisas experimentais, teóricas e clínicas e coordenam equipes e atividades de área e afins.

Condições gerais de exercício

Os profissionais dessa família ocupacional atuam, principalmente, em atividades ligadas à saúde, serviços sociais e pessoais e educação. Podem trabalhar como autônomos e/ou com carteira assinada, individualmente ou em equipes. É comum os psicólogos clínicos, hospitalares, sociais e neuropsicólogos trabalharem com supervisão. Têm como local de trabalho ambientes fechados ou, no caso dos neuropsicólogos e psicólogos jurídicos, pode ser a céu aberto. Os psicólogos clínicos, sociais e os psicanalistas, eventualmente, trabalham em horários irregulares. Alguns deles trabalham sob pressão, em posições desconfortáveis durante longos períodos, confinados (psicólogos clínicos e sociais) e expostos à radiação (neuropsicólogos) e ruídos intensos. A ocupação psicanalista não é uma especialização, é uma formação, que segue princípios, processos e procedimentos definidos pelas instituições reconhecidas internacionalmente, podendo o psicanalista ter diferentes formações, como: psicólogo, psiquiatra, médico, filósofo etc.

Formação e experiência.

Para os trabalhadores dessa família são exigido o nível superior completo e experiência profissional que varia segundo a formação. Para os psicólogos, de um modo geral, pede-se de um a quatro anos, como é o caso do psicólogo clínico.
Para o psicanalista é necessário, no mínimo, cinco anos de experiência. Os cursos de qualificação também variam de cursos básicos de duzentas a quatrocentas horas-aula, como no caso do psicólogo hospitalar, mais de quatrocentas horas-aula para os psicólogos jurídicos, psicanalistas e neuropsicólogos, até cursos de especialização para os psicólogos clínicos e sociais. A formação desses profissionais é um conjunto de atividades desenvolvidas por eles, mas os procedimentos são diferentes quanto a aspectos formais relacionados às instituições que os formam.

Áreas de Atividades
A – AVALIAR COMPORTAMENTOS INDIVIDUAL, GRUPAL E INSTITUCIONAL.
1. Triar casos;
2. Entrevistar pessoas;
3. Levantar dados pertinentes;
4. Ler processos e prontuários;
5. Observar pessoas e situações;
6. Escutar pessoas ativamente;
7. Investigar pessoas, situações e problemas;
8. Escolher o instrumento de avaliação;
9. Aplicar instrumentos de avaliação;
10. Mensurar resultados de instrumentos de avaliação;
11. Analisar resultados de instrumentos de avaliação;
12. Sistematizar informações;
13. Elaborar diagnósticos;
14. Elaborar pareceres, laudos e perícias;
15. Responder a quesitos técnicos judiciais;
16. Selecionar recursos humanos
17. Devolver resultados (devolutiva);
18. Recrutar recursos humanos para instituições.

B – ANALISAR – TRATAR INDIVÍDUOS, GRUPOS E INSTITUIÇÕES.

1. Propiciar espaço para acolhimento de vivências emocionais (Setting);
2. Oferecer suporte emocional;
3. Tornar consciente o inconsciente;
4.  Propiciar criação de vínculo paciente-terapeuta;
5.  Interpretar conflitos e questões;
6. Elucidar conflitos e questões;
7.  Promover integração psíquica;
8.  Promover desenvolvimento das relações interpessoais;
9.  Promover desenvolvimento da percepção interna (Insight);
10. Realizar trabalhos de estimulação psicomotora, psicológica e neuropsicológica;
11. Mediar grupos, família e instituições para solução de conflitos;
12. Reabilitar aspectos cognitivos;
13. Reabilitar aspectos psicomotores;
14. Reabilitar aspectos comportamentais;
15. Reabilitar aspectos corporais;
16. Facilitar grupos;
17. Dar alta.

C – ORIENTAR INDIVÍDUOS, GRUPOS E INSTITUIÇÕES.
1. Propor alternativas de solução de problemas;
2. Esclarecer as repercussões psicológicas decorrentes dos procedimentos médico-hospitalares;
3. Informar sobre desenvolvimento do psiquismo humano;
4. Dar orientação para mudança de comportamento;
5. Aconselhar pessoas, grupos e famílias;
6. Orientar sobre vocações (Orientação vocacional);
7. Orientar grupos profissionais;
8. Orientar sobre plano de carreira;
9. Orientar grupos específicos (Pais, adolescentes etc.);
10. Orientar sobre programas de saúde pública;
11. Orientar as implementações de programas de prevenção na saúde pública;
12. Assessorar instituições
13. Propor intervenções (Encaminhamento);
D – ACOMPANHAR INDIVÍDUOS, GRUPOS E INSTITUIÇÕES.
1. Acompanhar impactos de intervenções;
2. Acompanhar o desenvolvimento e a evolução de intervenções;
3. Acompanhar a evolução do caso;
4. Acompanhar o desenvolvimento de profissionais em formação e especialização;
5. Acompanhar resultados de projetos;
6. Visitar instituições e equipamentos sociais;
7. Visitar domicílios;
8. Acompanhar visitas multidisciplinares;
9. Participar de audiências;
10. Acompanhar plantões técnicos;
11. Acompanhar plantões de visita do tribunal de justiça;
12. Acompanhar egressos de tratamento.
E – EDUCAR INDIVÍDUOS, GRUPOS E INSTITUIÇÕES.
1. Estudar casos em grupo;
2. Apresentar estudos de caso;
3. Ministrar aulas;
4. Supervisionar profissionais da área e áreas afins;
5. Supervisionar estágios da área e áreas afins;
6. Realizar trabalhos para desenvolvimento de competências e habilidades profissionais;
7. Formar psicanalistas;
8. Formar especialistas da área;
9. Treinar profissionais da área e afins;
10. Desenvolver cursos para grupos específicos;
11. Confeccionar manuais educativos;
12. Reeducar pessoas para inserção social e familiar;
13. Desenvolver processos de recrutamento e seleção;
14. Desenvolver cursos para profissionais de outras áreas;
15. Propiciar recursos para o desenvolvimento de aspectos cognitivos;
16. Desenvolver projetos educativos;
17. Acompanhar resultados de cursos, treinamentos.
F – DESENVOLVER PESQUISAS EXPERIMENTAIS, TEÓRICAS E CLÍNICAS.
1. Investigar o psiquismo humano;
2. Investigar o comportamento individual, grupal e institucional;
3. Investigar comportamento animal;
4. Definir problema e objetivos;
5. Pesquisar bibliografia;
6. Definir metodologias de ação;
7. Estabelecer parâmetros de pesquisa;
8. Construir instrumentos de pesquisa;
9. Padronizar testes;
10. Coletar dados;
11. Organizar dados;
12. Compilar dados;
13. Fazer leitura de dados;
14. Integrar grupos de estudos de caso.

G – COORDENAR EQUIPES E ATIVIDADES DE ÁREA E AFINS
1. Planejar as atividades da equipe;
2. Programar atividades gerais;
3. Programar atividades da equipe;
4. Distribuir tarefas à equipe;
5. Trabalhar a dinâmica da equipe;
6. Monitorar atividades de equipes;
7. Preparar reuniões;
8. Coordenar reuniões;
9. Coordenar grupos de estudo;
10. Organizar eventos;
11. Identificar recursos da comunidade;
12. Avaliar propostas e projetos;
13. Avaliar a execução das ações.

H – PARTICIPAR DE ATIVIDADES PARA CONSENSO E DIVULGAÇÃO PROFISSIONAL

1. Participar de palestras, debates, entrevistas, seminários, simpósios;
2. Participar de reuniões científicas (Congressos, etc);
3. Publicar artigos, ensaios, livros científicos;
4. Participar de comissões técnicas;
5. Participar de conselhos municipais, estaduais e federais;
6. Participar de entidades de classe;
7. Participar de eventos junto aos meios de comunicação;
8. Divulgar práticas do psicólogo e psicanalista;
9. Fornecer subsídios a estratégias e políticas organizacionais;
10. Fornecer subsídios à formulação de políticas públicas;
11. Fornecer subsídios à elaboração de legislação;
12. Buscar parcerias.

I – REALIZAR TAREFAS ADMINISTRATIVAS

1. Redigir pareceres;
2. Redigir relatórios;
3. Agendar atendimentos;
4. Convocar pessoas;
5. Receber pessoas;
6. Organizar prontuários;
7. Preencher formulários e cadastro;
8. Consultar cadastros;
9. Criar cadastros;
10. Redigir ofícios, memorandos, despachos;
11. Redigir projetos para captação de recursos;
12. Criar instrumentos de controle administrativo;
13. Compor reuniões administrativas e técnicas;
14. Fazer levantamentos estatísticos;
15. Comprar material técnico;
16. Prestar contas.

Competências pessoais

1. Manter sigilo;
2. Cultivar a ética;
3. Demonstrar ciência sobre código de ética profissional;
4. Demonstrar ciência sobre legislação pertinente;
5. Trabalhar em equipe;
6. Manter imparcialidade e neutralidade;
7. Demonstrar bom senso;
8. Respeitar os limites de atuação;
9. Ser psico-analisado;
10. Ser psico-terapeutizado;
11. Demonstrar continência (Acolhedor);
12. Demonstrar interesse pela pessoa/ser humano;
13. Ouvir ativamente (saber ouvir);
14. Manter-se atualizado;
15. Contornar situações adversas;
16. Respeitar valores e crenças dos clientes;
17. Demonstrar capacidade de observação;
18. Demonstrar habilidade de questionar;
19. Amar a verdade.

Recursos de trabalho

* Caixa lúdica
* Testes
* Computador
* Questionários
* Inventários
* Material gráfico
* Escolas
* Softwares específicos
* Divã
* Material lúdico

(*) Ferramentas mais importantes

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